Criptomoedas no PicPay
E se o app que ensinou microtransações ensinasse também os criptoativos?
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O problema
Em 2022, criptomoedas, bitcoin e NFT estavam entre os assuntos mais buscados do ano. Virou tendência e, junto com ela, veio uma enxurrada de dúvida. Era uma nova forma de investir? Ou uma grande roubada? O PicPay decidiu oferecer uma carteira de criptomoedas dentro do próprio app. A intenção era que o mesmo app que ensinou milhões de pessoas a mandar dinheiro pra um amigo podia ser a porta de entrada mais amigável e didática desse universo. Para isso, o conteúdo precisava dar conta de duas coisas: ser acessível e ser responsável.
Pra quem
- •Quem queria investir um pouco além dos Cofrinhos, recém-lançados;
- •Quem queria aprender sobre o assunto antes de arriscar;
- •Quem já manjava de cripto e podia ver o PicPay como alternativa às exchanges e apps especializados.
O processo
Canvas de Content Design
O ponto de partida de todo projeto: alinhar objetivo, público, contexto de uso e o que era necessário que a pessoa entendesse.
Benchmarking
Fui atrás de quem já oferecia cripto pra entender como essas empresas falavam sobre o assunto. Que palavras usavam, o que prometiam, onde complicavam. Serviu pra construir nosso próprio vocabulário a partir do que funcionava e do que a gente queria evitar.
O Canvas de Content Design
O documento que orientou cada decisão de conteúdo antes da primeira linha escrita.
Target
- Pessoas usuárias interessadas em investimentos;
- Pessoas usuárias que já sabem sobre o assunto;
- Pessoas usuárias curiosas e que querem aprender sobre cripto;
- Pessoas usuárias que já investem com o PicPay. P2P Lending.
Objetivo do texto
- Educativo;
- Despertar interesse/curiosidade;
- Transmitir segurança;
- Destacar a inovação que o produto carrega;
- Apontar benefícios mas com responsabilidade.
Versão do conteúdo
- V1
Sentimentos do usuário
- Vigilância e assombro;
- Assunto novo, que desperta interesse e, ao mesmo tempo, desconfiança.
Ação esperada
- Navegação completa no fluxo;
- Leitura nos materiais de education;
- Didática e simplicidade para explicar algo que é complexo;
- Satisfação e interesse do usuário a partir do conteúdo.
Tom e voz
- Explica e descomplica: explicar os porquês, evitar palavras difíceis e traduzir termos técnicos;
- É pra todo mundo: considerar diferentes realidades;
- É social, digital, vida real: conversacional e linguagem positiva.
Contexto (hipóteses)
- Cripto, ao mesmo tempo que desperta curiosidade, causa desconfiança;
- O assunto é muito falado, pouco explicado;
- Outros IP e IF também estão abordando o assunto;
- Aposta presente/futura.
Canal
- App PicPay.
Métricas de Sucesso
- Eventos tela de onboarding;
- Eventos telas de artigos education;
- Volume de cripto compradas/vendidas.
Benchmarking: como os concorrentes falavam



O resumo do benchmarking
A leitura de cada player virou insumo direto pras decisões de conteúdo — o que usar, o que evitar.
| Players | Títulos | Argumentos | Tom | CTA | Verbos |
|---|---|---|---|---|---|
| Mercado Pago |
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| 99 Pay |
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| Bitso |
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| Mercado Bitcoin |
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A decisão que guiou tudo: o que falar e o que não falar
O que falar
- Explicar o conceito de criptomoeda em linguagem simples;
- Passar segurança;
- Desmistificar o assunto;
- Mostrar que é mais fácil do que parece;
- Ser responsável: deixar claro que não é só ganho.
O que não falar
- “Investimento” vira palavra secundária — “comprar” e “vender” passam mais facilidade e credibilidade;
- Deixar explícito que pode haver perdas;
- Amenizar o jargão de investimentos: evitar “ativo” e “patrimônio”, trocar por sinônimos e analogias.
As entregas: a carteira


As entregas: trilha educacional






As entregas: taxas e o fluxo de comprar e vender


O resultado
- Baixo índice de tickets abertos com dúvidas sobre criptoativos — sinal de que o conteúdo explicou bem.
- Em poucos meses, o número de ativos oferecidos na plataforma dobrou.
- A área cresceu (mas não contratou um Content próprio… unft!).